domingo, 20 de novembro de 2011

Caramujo-africano

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  • Nome Popular Caramujo-africano, acatina, caracol-africano, caracol-gigante, caracol-gigante-africano, caramujo-gigante, caramujo-gigante-africano, rainha-da-áfrica, falso-escargot
  • Nome Científico: Achatina fulica
  • Família: Helicidae
  • Filo: Mollusca
  • Partes Afetadas: Folhas, flores, frutos, caule
  • Sintomas: Partes das plantas roídas, rastros de secreção sobre as plantas e vasos

O caramujo-africano é uma espécie considerada praga em diversos países no mundo todo. Foi introduzido ilegalmente no Brasil na década de 80, com o intuito de oferecer um susbtituto mais interessante economicamente e de maior peso que o escargot verdadeiro (Helix aspersa). Em pouco tempo decriação se verificou que o animal não tinha boa aceitação pelo mercado consumidor brasileiro, o que provocou a desistência da maioria dos criadores, que se desfizeram dos animais de forma errônea: liberando os caramujos em jardins, matas ou simplesmente colocando-os no lixo.

Estes caramujos não encontraram predadores naturais à sua altura e se multiplicaram rapidamente, invadindo diversos tipos de ecossistemas brasileiros. Como são hermafroditas (possuem os dois sexos em um mesmo animal) e realizam a autofecundação, basta apenas um indivíduo para que a praga se alastre, afinal são cerca de 400 ovos ano ao por caramujo.

O caramujo-africano é um molusco grande e escuro, com até 15 cm de comprimento e 200 gramas de peso. Sua concha é alongada e cônica, com manchas claras. Ele não deve ser confundido com os moluscos brasileiros. Os nativos aruás-do-mato (Megalobulimus sp) têm importante papel ecológico, além de servirem de alimento e como matéria prima no artesanato dos índios. Eles têm a borda da abertura da concha espessa, enquanto que o caramujo-africano tem esta borda cortante.

Os caramujos-africanos são conhecidos por serem hospedeiros de duas espécies de verminoses que acometem os seres humanos. A angiostrongilíase meningoencefálica, causada pelo Angiostrongylus cantonensis e angiostrongilíase abdominal, cujo agente é o Angiostrongylus costaricensis. Apesar da angiostrongilíase abdominal ser ocasionalmente diagnosticada no Brasil, geralmente ela está relacionada com outros hospedeiros, entre caracóis e lesmas, que não incluem o caramujo-africano. No entanto, estas doenças são bons argumentos para que o controle do caramujo-africano seja mais efetivo.

A invasão do caramujo-africano é atualmente muito mais relevante no aspecto ecológico do que no agrícola ou sanitário. Este caramujo está invadindo ecossistemas e ocupando um lugar que não é seu. Reduzindo assim a diversidade de espécies. Além de devorar folhas, flores e frutos, causando um enorme estrago em plantas de importância agrícola, ornamental e ecológica ele também é canibal, alimentando-se de ovos e jovens caracóis de sua mesma espécie, como forma de obter cálcio para sua concha em ambientes com escassez deste elemento.

Este caramujo é resistente a períodos de seca, além de ser bastante ativo no inverno. Como outros caracóis, ele aprecia a umidade e a sombra, se locomovendo e se alimentando mais à noite e em dias nublados e chuvosos. É capaz de escalar muros e árvores e desta forma transpor de um terreno a outro.

Ao se depararem com infestações de caramujo-africano, as pessoas logo pensam em venenos para controlá-los. Infelizmente os caracóis e lesmas em geral são muito resistentes a venenos e os únicos produtos comerciais disponíveis que se mostram um pouco eficientes (metaldeídos), demonstram elevada toxicidade para os seres humanos e outros animais, de forma que a utilização de pesticidas não é o método de controle atual mais indicado para estes moluscos.

A pesquisas de substâncias eficientes têm se revelado muito importantes neste sentido. A cafeína por exemplo, estudada pelos americanos Robert Hollingsworth, Jonhn Armstrong e Earl Campbel apresenta resultados interessantes. Assim como o látex da coroa-de-cristo (Euphorbia splendens hislopii), que está sendo testado no combate ao caramujo-gigante-africano pela equipe coordenada pelo pesquisador Maurício Vasconcellos.

O controle do caramujo-africano consiste na catação e destruição dos caramujos. Jamais coloque-os no lixo, pois estará disseminando o problema. Também não coloque sal nos animais pois assim contaminará o solo. O preconizado é o seguinte:

  • Utilize luvas descartáveis para pegar e manusear os animais
  • Proteja a pele e as mucosas: não coma, fume ou beba durante o manuseio do caramujo
  • Coloque os caramujos em dois sacos plásticos e quebre suas conchas, pisando em cima
  • Enterre-os em valas com pelo menos 80 cm de profundidade, longe de cisternas, poços artesianos ou do lençol freático
  • Aplique cal virgem sobre os caramujos quebrados (cuidado, a cal queima a pele)
  • Feche a vala com terra
  • Retire as luvas e lave muito bem as mãos após isso

É possível também utilizar iscas atrativas, que facilitam a catação. Papas de farelo de trigo com cerveja atraem caramujos a metros de distânica. Cascas de frutas e legumes, estopas embebidas em cerveja ou leite, assim como simples pedaços podres de madeira que lhes servem de abrigo. Verifique as iscas diariamente e não esqueça de protegê-las da chuva e do sol. Coloque-as em locais úmidos e frescos. Preferencialmente sobre a terra. Manter o jardim limpo de folhas mortas e frutos caídos também irá afastar os bichos, e desta forma ainda estará prevenindo outras doenças e pragas, como podridões de origem fúngica e bacteriana, moscas-das-frutas, etc. Não esqueça: as pragas só vivem e se multiplicam onde lhes é oferecido abrigo, comida e água.

sábado, 19 de novembro de 2011

junípero-chinês

Kaizuka, Juniperus chinensis torulosa, Juniperus chinensis 'Kaizuka', , Caizuca, cipreste-kaizuka, junípero-chinês
  • Nome Científico: Juniperus chinensis torulosa
  • Sinonímia: Juniperus chinensis 'Kaizuka'
  • Nome Popular: Kaizuka, Caizuca, cipreste-kaizuka, junípero-chinês
  • Família: Cupressaceae
  • Divisão: Gimnospermae
  • Origem: China e Japão
  • Ciclo de Vida: Perene

O Kaizuka é uma pequena árvore de forma cônica ou colunar e de aspecto escultural e muito decorativo. Seus ramos são ramificados e compactos, com folhas pequenas e comprimidas, que lhe conferem uma textura bastante densa. Este cipreste ainda tem uma particularidade que encanta, suas formas espiraladas e retorcidas lembram um suspiro de confeitaria, caprichosamente esculpido. As folhas jovens, das pontas dos ramos, são alongadas, em forma de agulha e as adultas são escamosas, todas de coloração verde escura e brilhante.

Este cipreste aristocrático e charmoso é apropriado para jardins de estilo europeu e oriental. Suas formas esculturais são muito valorizadas quando plantado isolado e livre de podas, podendo alcançar 5 metros. Também presta-se para o cultivo em renques, formando belas cercas-vivas topiadas ou não, com excelente capacidade de isolar o jardim do pó e do ruído das ruas. De crescimento lento a moderado, adapta-se muito bem à vasos, inclusive é bastante utilizado na arte do bonsai.

Devem ser cultivados sob pleno sol em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. É tolerante à salinidade e após estabelecido torna-se tolerante a seca. Originário de clima temperado, o kaizuka no entanto adapta-se muito bem ao clima subtropical ou mediterrâneo e é capaz de tolerar o clima tropical, desde que fique longe de locais úmidos. Multiplica-se por estacas das pontas dos ramos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Capuz-de-freira

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  • Nome Científico: Phaius tankervilleae
  • Sinonímia: Bletia incarvillei, Bletia tankervilleae, Calanthe bachmaensis, Calanthe speciosa, Dendrobium veratrifolium, Limodorum incarvilliae, Limodorum spectabile, Limodorum tankervilleae, Pachyne spectabilis, Phaius australis, Phaius bernaysii, Phaius bicolor, Phaius blumei, Phaius carroni, Phaius giganteus, Phaius grandifolius, Phaius incarvillei, Phaius leucophaeus, Phaius mannii, Phaius oweniae, Phaius roeblingii, Phaius tenuis, Phaius veratrifolius, Tankervillia cantoniensis, Phaius tancarvilliae, Phaius tankervilliae, Limodorum tancarvilleae
  • Nome Popular: Capuz-de-freira, Freirinha, Orquídea-da-terra, Orquídea-terrestre, Faio
  • Família: Orchidaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Austrália, Indonésia, Malásia, China e Tailândia
  • Ciclo de Vida: Perene

O capuz-de-freira é uma orquídea terrestre, nativa de regiões tropicais da Ásia e Oceania, em locais de até 1300 metros de altitude, pantanosos e úmidos. Ela apresenta pseudobulbos cônicos a ovais, envoltos desde a base pelas bainhas foliares. As folhas são elíptico-lanceoladas, acuminadas, plissadas, coriáceas, grandes e em número de 3 a 4 por pseudobulbo. As inflorescências são altas, chegando a 1,8 metros de altura, eretas, basais, do tipo rácemo e com numerosas flores que se abrem sucessivamente de baixo para cima. As flores são perfumadas, duradouras, de cor marrom-terrosa, com o verso branco, e labelo cônico, rosa escuro. Há também uma variedade 'Alba', com a flor amarelo-esverdeada e o labelo branco.

O capuz-de-freira é umas das orquídeas terrestres mais fáceis de cultivar. Ela é muito rústica, de crescimento rápido a moderado e floração abundante. Suafolhagem é decorativa também, formando touceiras que prestam-se para plantios isolados, bordaduras e maciços, valorizando jardins tropicais. Esta orquídea também pode ser plantada em vasos, preferencialmente largos e de pouca profundidade, e desta forma é própria para adornar interiores bem iluminados, varandas e pátios.

Deve ser cultivada sob meia-sombra ou luz difusa, em substrato humoso, composto por terra comum, terra vegetal e material fibroso, como casca de pinus ou côco, mantido úmido, mas sem encharcamento. A porcentagem de sombreamento para esta espécie é de 30%. Não tolera o frio intenso ou geadas (manter acima de 5ºC). Aprecia adubações freqüentes durante o período de crescimento vegetativo e floração. Multiplica-se por separação dos pseudobulbos, sementes e estaquia do pendão floral (após a floração).

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Gazânia


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  • Nome Científico: Gazania rigens
  • Sinonímia: Gazania splendens, Gorteria rigens
  • Nome Popular: Gazânia
  • Família: Asteraceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: África do Sul
  • Ciclo de Vida: Perene

Excelente para bordaduras e maciços a gazânia é uma planta bastante rústica e campestre. Sua folhagem é verde na superfície e cinza na face inferior. Apresenta muitas variedades , com diferenças nas cores e combinações, qualidade das flores e rusticidade. As flores aparentes na verdade são os capítulos florais que protegem as flores diminutas amarelas que ficam no centro.

Suas cores variam entre o amarelo, laranja, marrom, vinho e branco, escurecendo para o centro, com combinações destas cores, sem no entanto serem malhadas. Algumas variedades apresentam um halo marrom próximo ao miolo.

Devem ser cultivadas a pleno sol em canteiros bem adubados e ricos em matéria orgânica, regados periodicamente. Requer reformas bianuais, onde podemos afofar e adubar o substrato e fazer novas mudas. Aprecia o frio de leve, sendo portanto indicada para regiões de altitude e de clima mais ameno. Multiplica-se pela divisão da planta.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Léia-rubra

Léia-rubra, Leea rubra, Leea coccinea, Leea polyphylla, Leea brunoninan, Leea linearifolia, , Léia-vermelha


  • Nome Científico: Leea rubra
  • Sinonímia: Leea coccinea, Leea polyphylla, Leea brunoninan, Leea linearifolia
  • Nome Popular: Léia-rubra, Léia-vermelha
  • Família: Vitaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Índia, Burma, Malásia
  • Ciclo de Vida: Perene

A léia-rubra é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa e folhagem bronzeada muito decorativa. Seu porte é médio, podendo alcançar 2,5 metros de altura e 1,5 metros de diâmetro. A ramagem é roxa, ramificada e esparsa, dando um charmoso aspecto informal ao arbusto. As folhas são pinadas, com folíolos de margens festonadas, lanceolados, brilhantes, de cor verde escura a arroxeada, com reflexos metálicos. As inflorescências surgem na primavera e verão, em cachos compactos, com numerosos botões vermelhos que se abrem em pequenas flores róseas. As flores tem importância ornamental secundária. Os frutinhos são do tipo baga.

A léia-rubra é uma planta bastante interessante para colorir locais semi-sombreados, como renques junto a muros, ou sob a copa das árvores. Isolada, presta-se como uma excelente folhagem, em vasos, adornando ambientes internos bem iluminados, assim como varandas e sacadas protegidas dos ventos fortes. Ideal para contrastar com plantas de outras cores.

Deve ser cultivada sob meia-sombra, em solo fértil, drenável e enriquecido com matéria orgânica. Aprecia o calor tropical. Não tolera geadas ou frio intenso. Pode se podada, para obter um aspecto mais denso, mas de forma lenta e gradual. Após as podas, a recuperação é lenta. Pode ser cultivada na sombra, mas torna-se mais suscetível a doenças e pragas. Multiplica-se por sementes, divisão de touceiras e estaquia dos ramos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Verônica, Hebe

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Foto: ShineB

  • Nome Científico: Hebe speciosa
  • Sinonímia: Veronica speciosa
  • Nome Popular: Verônica, Hebe
  • Família: Scrophulariaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Nova Zelândia
  • Ciclo de Vida: Perene

A verônica é um arbusto semilenhoso e muito florífero, sendo que raramente fica sem flores durante o ano. É nativa da Nova Zelândia e sua introdução no Brasil é recente. Suas folhas são glabras, perenes, opostas, elípticas e carnudas, quase suculentas. As flores, pequenas, numerosas e com longos estames, surgem em inflorescências densas, axilares e opostas com aspecto de uma escova. As inflorescências surgem geralmente no verão, mas podem despontar durante o ano topo, elas podem ser róseas, azuis, roxas ou brancas. O fruto é do tipo cápsula e contém sementes chatas e lisas.

No paisagismo a verônica pode ser utilizada isolada, em renques ou em conjunto com outras plantas. Mesmo quando está sem flores ela é ornamental, devido a sua bela folhagem. Exige poucos cuidados, que se restringem as podas. Se deixada a crescer naturalmente torna-se um arbusto um tanto esparso, mas se a ramagem por podada anualmente, adquire um hábito mais compacto, arredondado e bonito. Há muitas variedades de verônica, com flores de cores diferentes e arbustos mais ou menos compactos, com diferentes portes. Ocorre também uma forma de folhas variegadas de branco creme.

Deve ser cultivado sob sol pleno, em solos bem drenáveis e não muito ricos ou humosos. A irrigação deve ser periódica a esparsa, pois a verônica não tolera encharcamentos, mas resiste a curtos períodos de estiagem. Também é capaz de suportar o frio subtropical, desenvolvendo-se bem, mas sofre um pouco com eventuais geadas. É uma planta excelente para áreas litorâneas, pois tolera a maresia e os ventos. Multiplica-se por sementes e por estaquia

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Bacurubu ou Bacuruvu


Guapuruvu, Schizolobium parahyba, Caesalpinia parahyba, Cassia parahyba, Schizolobium amazonicum, Schizolobium excelsum, Schizolobium glutinosum, Schizolobium kellermanii, , Bacurubu, Bacuruvu, Badarra, Bacuruva, Birosca, Faveira, Ficheira, Gapuruvu, Garapuvu, Guarapuvu, Guavirovo, Gabiruvu, Igarapobu, Pau-de-vintém, Pataqueira, Pau-de-canoa, Paricá, Pau-de-tamanco, Guapiruvu
  • Nome Científico: Schizolobium parahyba
  • Sinonímia: Caesalpinia parahyba, Cassia parahyba, Schizolobium amazonicum, Schizolobium excelsum, Schizolobium glutinosum, Schizolobium kellermanii
  • Nome Popular: Guapuruvu, Bacurubu, Bacuruvu, Badarra, Bacuruva, Birosca, Faveira, Ficheira, Gapuruvu, Garapuvu, Guarapuvu, Guavirovo, Gabiruvu, Igarapobu, Pau-de-vintém, Pataqueira, Pau-de-canoa, Paricá, Pau-de-tamanco, Guapiruvu
  • Família: Fabaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene

O guapuruvu é uma árvore decídua de grande porte, podendo atingir facilmente 30 metros de altura. Ela ocorre naturalmente na floresta ombrófila densa e estacional decidual. Seu tronco é retilíneo, com ramificações apenas no alto. A casca é cinzenta, com cicatrizes provocadas pela queda das folhas e lenticelas. Sua copa é alta e aberta, de pouca sombra. As folhas são alternas, grandes, com cerca de 1 metro de comprimento, e caem com o passar do tempo. Elas são compostas bipinadas, com folíolos pequenos, elípticos e opostos. As inflorescências surgem de agosto a novembro, em numerosos cachos densos, eretos, de flores amarelas e muito vistosas. Os frutos amadurecem no outono e são vagens bivalvas, de forma obovada e cor parda. Cada um carrega apenas uma semente grande, lisa, oblonga e rígida, envolta por uma asa papirácea que se dispersa pelos ventos.

O guapuruvu é uma árvore de crescimento impressionante. Ela é apropriada para jardins extensos, assim como parques e praças, modificando em poucos anos a paisagem. Além do aspecto escultural de seu caule e copa, esta bela árvore ainda nos presenteia com uma floração espetacular. Sua madeira é clara, leve e macia, prestando-se para a caixotaria, artesanato, construção civil e fabricação de canoas. Estuda-se também sua utilização como fonte de celulose. É uma espécie pioneira, indicada para recuperação inicial de áreas degradadas. Sua floração é atrativa para as abelhas.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio. Planta higrófita, prefere locais úmidos como as margens dos rios e é capaz de tolerar encharcamento. Multiplica-se por sementes, sendo interessante a quebra da dormência através da escarificação mecânica (o tegumento da semente deve ser desgastado no lado oposto ao hilo), escarificação em ácido sulfúrico ou imersão em água quente. As sementes permanecem viáveis por muitos anos se armazenadas em local arejado e fresco.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Jacá

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  • Nome Científico: Caesalpinia ferrea
  • Sinonímia: Caesalpinia leiostachya, Apuleia ferrea
  • Nome Popular: Pau-ferro, Jacá, Ibirá-Obi, Imirá-Itá, Jucá, Pau-ferro-do-ceará, Jucaína, Icainha, Muiarobi, Muiré-itá
  • Família: Fabaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene

O pau-ferro é um árvore perenifólia a semi-decídua, nativa da mata atlântica, ocorrendo do sudeste ao nordeste do Brasil, nas florestas pluviais de encosta atlântica (floresta ombrófila densa). A copa é arredondada e ampla, com cerca de 6 a 12 metros de diâmeto. O porte é imponente, atingindo de 20 a 30 metros de altura. O tronco apresenta 50 a 80 cm de diâmetro. Ele é claro, marmorizado, liso e descamante, o que lhe confere em efeito decorativo interessante. As folhas são compostas bipinadas, com folíolos elípticos de cor verde-escura. A floração ocorre no verão e outono. As flores são amarelas, pequenas, e de importância ornamental secundária. Os frutos são vagens duras que amaduressem no inverno. Parte dos frutos cai, enquanto que uma boa parte ainda permanece na planta, formando um banco de sementes aéreo.

O pau-ferro é muito visado para o paisagismo por suas características ornamentais e de sombreamento. Apesar do porte, não possui raízes agressivas, o que é um fator importante de eleição para arborização urbana. Deve-se evitar, no entanto, o plantio em calçadas, sob fiação elétrica, e em locais de transito intenso de pessoas e carros, pois os ramos tendem a quebrar e cair em tempestades, oferecendo perigo. Como o próprio nome já diz, o pau-ferro possui madeira dura, densa, durável e resistente, de excelente qualidade para a fabricação de violões e violinos, e para construção civil, na construção de vigas, esteios, caibros, etc. Seu crescimento é rápido, principalmente nos primeiros anos. Em recuperação de áreas degradadas, o pau-ferro também é uma excelente escolha, por crescer bem em áreas abertas.

Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o transplante das mudas. Multiplica-se por sementes, que devem ser escarificadas antes do plantio, para quebra de dormência. As sementeiras ou tubetes devem ficar sob meia-sombra e irrigados pela manhã e pela tarde. Emergem em 20 a 30 dias após o plantio. As mudas devem ser transplantadas para saquinhos maiores ou para o local definitvo quanto atingirem 6 cm de altura.

domingo, 6 de novembro de 2011

Cachorros quem cavam seus jardins: como educar

Imagine o seu desespero com o cachorro entrando em casa com as patas todas sujas de lama, sem falar no quintal que parece um campo de batalhas.




Cavar faz parte dos hábitos ancestrais dos cachorros, que faziam isso para esconder comida e ossos, hoje escondem brinquedos, petiscos, meias, ou apenas cavam sem esconder nada. Cavar é muito divertido para ele, principalmente quando filhotes. Eles enterram coisas e depois vão procurar onde esconderam para desenterrar o objeto. Nesta brincadeira o seu jardim fica cheio de buracos, terra e plantas para tudo quanto é lado. Mas tudo isso é passageiro, com o tempo eles tendem a parar se você agir corretamente.

Cheiro de terra pode atrair muito os cães. Se for remexer no jardim, deixe-o uns dias longe do quintal até diminuir o cheiro e conseqüentemente diminuir a tentação dele em querer mexer na terra. Cães também aprendem por imitação - não cave buracos na frente do seu cão pois ele pode gostar da idéia e vai repetir o que você está fazendo do jeito dele, normalmente estabanado. E por fim cães podem cavar buracos por tédio, não ter o que fazer. Dar uma bola levemente murcha para ele brincar é uma ótima idéia para ele se distrair e esquecer-se das escavações.

Mas a coisa mais importante a fazer e o mais difícil sabe o que é?
É não ligar para os buracos dele ou as plantas que ele arranca dos seus vasos, não dar bronca ou bater no seu cachorro. Ele sabe que isso altera você e faz com que você fale com ele e lhe dê atenção. Torne esse hábito desinteressante para ele, ignorando-o.

Têm especialistas que indicam misturar as fezes do cachorro com e água e colocar nos locais que ele costuma cavoucar. Eu nunca precisei fazer isso, ainda bem! Mas tem gente que fez e disse que funciona. Há também alguns repelentes que podem ser borrifados em vasos ou plantas. Procure um Pet Shop que eles vão indicar um repelente adequado ao seu caso.

Eles também podem roer plantas em função da troca de dentição, pois quando isso acontece a gengiva coça bastante e roer tudo é uma maneira de aliviar esta sensação. Se for o caso do seu cão, dê para ele couro de boi próprio para cães, ossos ou mordedores que possam ser colocados no refrigerador, tudo isso alivia a coceira dele.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tartarugas

Iluminação

A exposição destes répteis à luz solar é fundamental, pois os raios ultravioletas que ativam a vitamina D3, responsável pela assimilação do cálcio, importante para a formação do esqueleto e carapaça. Estes banhos de sol fazem com que as tartaruguinhas se alimentem melhor, fiquem mais ativas e resistentes. Também são importantes para prevenir fungos e ajudar na cicatrização de pequenos ferimentos. A luz solar não deve atravessar os vidros de janelas, pois assim os raios ficam sem a mínima importância e qualidade.

Se não houver como estes répteis tomem sol periodicamente é necessária uma iluminação artificial, feita por uma lâmpada especial para répteis que forneça a radiação ultravioleta e uma de lâmpada de 40w para o aquecimento. A temperatura do ambiente tem que ficar entre 25 a 30°C, com essa temperatura as tartarugas comerão normalmente. A quantidade de radiação ultravioleta emitida por estas lâmpadas diminui com o uso, portanto elas devem ser substituídas anualmente.

Existe também para aquecer sua tartaruguinha pedras com termostato, que quando ligadas á energia aquecem-se, essas são encontradas em lojas de animais.

Terrário Externo

Essas tartaruguinhas podem ser criadas em lagos de jardim ou terrários externos, devidamente protegidos com cercas, para evitar fugas destas e a invasão de predadores. Estes lagos devem ter uma parte seca e outra malhada.

Existem lagos de todo tipo, tamanho, forma e material. São vistos lagos revestidos com lona, de alvenaria e apenas escavados no solo. Na decoração pode-se usar troncos submersos, pedras, cascalho (não recomendável, pois as tartarugas podem engolir esses), e etc.

Um laguinho de jardim deve ter uma parte com água e outra sem. A parte com água pode ter o comprimento da tartaruga (se sua tartaruga têm 5cm à profundidade deve ser de 5cm). Quando a tartaruguinha estiver maior (10cm), pode-se aumentar à profundidade, saindo assim dessa regra.

Em lagos é importante haver uma parte seca, uma ilha, que pode ser de pedras, areia ou como preferir. O que importa é se a tartaruga sentir necessidade de sair da água, para descansar ou por qualquer motivo, ela possa subir sem nenhuma dificuldade. Pode-se fazer uma parte mais funda e outra mais baixa, bastando então cavar profundo em um lugar de seu lago, assim sua tartaruguinha pode optar aonde prefere ficar. Acompanhe um modelo de terrário externo, bem prático, barato e de fácil limpeza:

Material:
- Uma bacia grande com 30cm de fundura;
- Pedras de rio (arredondadas);
- Uma pedra bem grande (29cm) e meio reta em cima;
- Cerca, ripas de madeira, pregos e martelo.

Procedimento:

1- Escolha um bom lugar que tenha sombra e sol ao mesmo tempo para fazer seu lago;
2- Peça permissão e ajuda para seus pais, para cavar um buraco no solo de seu jardim;
3- O buraco deve ter o tamanho exato da bacia;
4- Depois do buraco pronto, encaixe a bacia dentro do buraco;
5- Cerque totalmente o laguinho como em galinheiros, com grades, para a proteção de sua tartaruguinha. Deixe um bom pedaço de terra para a tartaruguinha possa andar e descansar;
6- Cuide da paisagem de seu laguinho. Preste bem atenção nos m
atos ou plantas contidos dentro da cerca (se houver grama ou mato), pois estes se forem venenosos, podem matar ou provocar diarréia em sua tartaruguinha. Ponha as pedras já lavadas dentro da bacia. Informe-se de plantas que não farão mal à sua tartaruga se a caso ela come-las, para plantar ao redor do laguinho;

7- Agora é só colocar a água e a sua tartaruguinha.

Obs.: Você pode mudar as características deste terrário externo, pondo assim de seu gosto e levar em conta o tamanho de suas tartarugas. Por exemplo, trocando o tamanho da bacia e das pedras.

Se você deseja peixinhos no lago, recomendo não deixarem eles junto com as tartarugas, pois certamente elas irão comer eles, ou então eles morreram por causa da temperatura da água das tartarugas. Se você quiser de todo modo criar peixinhos faça uma divisão no lago: um lado peixes, outro tartaruguinhas.


Nos lagos de jardim não precisamos preocupar com os banhos de sol das tartaruguinhas, já que elas mesmas regulam o tempo de sol que elas precisam, mas para isso é necessária uma sombra no lago.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lagarta-minadora

Lagarta-minadora, minadora, minador, larva-minadora, Lepidoptera
  • Nome Popular Lagarta-minadora, minadora, minador, larva-minadora
  • Ordem: Lepidoptera
  • Filo: Arthropoda
  • Partes Afetadas: Brotações, tecidos tenros e folhas verdes
  • Sintomas: Enfraquecimento, formação de galerias em folhas e brotações novas

A lagarta-minadora é um tipo muito peculiar de inseto, ao menos em se tratando de sua forma de atacar as plantas. É chamada de minadora porque a fase larval desenvolve-se sob a primeira camada de tecido foliar, formando galerias por onde passa. Os gêneros mais comuns infestando as plantas são Phyllocnistis e Liriomyza.

Essa praga ataca brotações e folhas de diversas plantas como: tomateiro, citros diversos, couve e muitas espécies de plantas ornamentais.

O inseto adulto é bem conhecido, trata-se de uma pequena mariposa de no máximo 1 cm de comprimento que coloca os ovos sobre as folhas das plantas e, quando esses eclodem, a lagarta penetra e alimenta-se de tecido vegetal.

Esse ciclo leva de 8 a 20 dias para completar-se, fazendo com que a infestação cresça rapidamente. Além do dano causado por si, a minadora ainda facilita a entrada de microorganismos que causam doenças nas plantas como fungos e bactérias.

Ocorre durante o ano todo, principalmente no período mais seco, quase desaparecendo em períodos chuvosos. A irrigação derruba os ovos e as larvas que não penetraram nas folhas ou ramos, o que pode diminuir a incidência da praga.

Em condições naturais, a praga é controlada por parasitóides dos gêneros Diglyphus, Chrysocharis e Halticoptera e por predadores de pupas como as formigas. O controle químico é o mais usado, porém, tem efeito satisfatório apenas nos adultos ou em larvas recém eclodidas, nas lagartas que estão minando, o tecido vegetal acaba por proteger a minadora. Arrancar folhas com a praga e destruí-las também é importante para controlar a população.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Alamanda-de-cerca

Alamanda-de-cerca, Allamanda polyantha, , , alamanda-ereta
  • Nome Científico: Allamanda polyantha
  • Nome Popular: Alamanda-de-cerca
  • Família: Apocynaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Brasil
  • Ciclo de Vida: Perene

Arbusto muito florífero, excelente para a formação de cercas vivas informais, não muito compactas e com muitas flores. bastante compacto e rústico, de folhas pequenas. As flores tubulares e amarelas se formam durante todo o ano, com maior ênfase na primavera. Sua utilização é ampla, podendo se plantada isolada, em conjunto ou em grupos.

Devem ser cultivadas em solo fértil sempre a pleno sol, regadas a intervalos regulares. Embora seja muito rústica, não é tolerante ao frio e às geadas. Tolera podas. Multiplica-se por sementes e estaquia.